Sem culpa, sem tabu, sem pudor.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Lugares inesquecíveis...
Faxinal é um deles. Essa foto foi tirada em uma viagem que fiz em 2008. Aproveitei o feriado do dia 15 de novembro que caiu em uma segunda e fui acampar novamente. O lugar continua lindo. Um lugar pra meditar, relaxar e curtir a natureza de perto. Fim de semana perfeito, lugar lindo e em boa companhia. Precisa de mais?


Eu agradeço
Vinicius de Moraes / Edu Lobo

Eu agradeço
Eu agradeço a você
Muito obrigado por toda a beleza que você nos deu
Sua presença, eu reconheço
Foi a melhor recompensa
Que a vida nos ofereceu

Foi muito lindo
Você ter vindo
Sempre ajudando, sorrindo, dizendo
Que não tem de quê

Eu agradeço, eu agradeço
Você ter me virado do avesso
E ensinado a viver
Eu reconheço que não tem preço
Gente que gosta de gente assim feito você

sexta-feira, 19 de novembro de 2010



Já faz algum tempo que não escrevo o que eu gosto, não leio os livros que me interessam e que o tempo se tornou algo assustador. Não tenho o tempo necessário pra fazer o que realmente me interessa. Tudo é tão corrido e planejado. Sei que isso não é desculpa, e nem quero que seja, embora quando me perguntam por que não fui a algum lugar ou por que não fiz isso ou aquilo, a primeira resposta: não deu tempo. Pois é, a velha “desculpa” do tempo. Estou cansada dessa “falta de tempo”. Disseram-me uma vez que eu precisava organizar meu tempo, os meus horários; mas será que quem me disse isso sabe o quanto o trabalho e faculdade consomem este tempo? Confesso que esse longo 4° termo da faculdade está um tanto cansativo, ou será o cansaço de um longo ano sem esse tempo que está me desgastando? Realmente não sei.


Daniela Angeli

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lembranças

Como é bom relembrar a infância. Época em que uma simples folha de papel se transformava no mais lindo avião, ou um galho qualquer na mais poderosa varinha do reino encantado. Ah, velha infância.
Os tempos eram outros; sem games, computadores, ou outra máquina qualquer. Era tempo de queimada, bolinha de gude , futebol na rua... e a criançada, que farra! Na casa da avó então, só bagunça e mimos. Era uma festa quando reunia a criançada toda em volta da mesa. Bolo, doces, refrigerante, tudo preparado com todo carinho. Tempo que não volta. Só fica a lembrança, e com a lembrança saudade. Saudade de uma época em que tudo era brincadeira. Como é bom recordar.
Se eu pudesse voltar no tempo faria tudo outra vez com mais intensidade. Mas o tempo passa, as pessoas crescem, criam uma coisa chamada "vida adulta", cheia de responsabilidade e incompreensão. É bom ser criança. Como não posso voltar no tempo, só me resta relembrar os momentos em que no "meu" mundo não existia maldade, só planos; planos para um futuro que no fundo sabíamos que a unica coisa pura e valiosa na nossa vida seria nossa lembrança.


Daniela Angeli

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

" As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos"
Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo... Os homens não querem alcançar essas boas, porque ele têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.

(Machado de Assis)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Desejos

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eu...


Gosto de sol e sombra.
Gosto de lua e noite clara.
Gosto de música boa e de uma boa música.
Gosto de pessoas abertas a aprender e dispostas a ensinar.
Gosto do "cheiro da chuva em terra molhada".
Gosto da terra molhada em dia de chuva.
Gosto de doce, algodão doce, bala sete bela e pirulito de coração.
Gosto do amargo do chocolate meio amaro.
Gosto do gosto salgado do suor que uma boa pessoa me proporciona.
Gosto de sábado a tarde com cerveja gelada.
Gosto de uma boa conversa, e gosto de jogar conversa fora.
Gosto de beijo, abraço, massagem; mas não dispenso um cafuné.
Gosto de pés descalços, mas não dispenso uma linda havaiana.
Gosto do verão, do inverno e do outono. Mas amo a primavera.
Gosto das pessoas que me façam sorrir, e agradeço aquelas que emprestam o ombro pra chorar.
Gosto de pessoas com energia boa ao meu lado; mas não maltrato e nem afasto as de energia ruim, pois elas são as que mais precisam de companhia.
Gosto de elogios e de criticas. Aprendo muito com elas.
Gosto de aprender e ensinar.
Gosto de tanta coisa que não convém dizer. Não gosto de tantas outras, mas não é necessário citar.
Prefiro falar do "gostar", mesmo sendo do "gosto" azedo.



Daniela Angeli

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Serei louca?

É incrível como ainda existem pessoas que se acham acima do bem e do mal. Chamam de "loucas" as pessoas diferentes, que não se submetem aos falsos padrões de comportamento social ou "moral", segundo as falsas determinações da sociedade hipócrita.
É impressionante, mas estas pessoas que se julgam guardiãs da moral e dos bons costumes ainda existem. Se vestem de cordeirinhos e se sentem superiores a todos. Fazem pouco caso das pessoas originais que têm ideias revolucionárias, rotulando-as de loucas no sentido de serem perigosas e não confiáveis apenas porque pensam de forma diferente e vivem de forma mais livre a até mais feliz.
As pessoas que estão à frente do "tempo" não se curvam à informações da mídia manipuladora e procuram por conta própria pesquisar e conhecer além do que o sistema permite.
As "enquadradinhas", (aparentemente, é claro, pois estão todas sentadas no próprio rabo para escondê-lo) neste sistema sórdido rejeitam quem discorda das suas opiniões.
É inacreditável.


Daniela Angeli

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Risoflora

Essa foi a imagem mais difícil de postar.
Um leque de imagem em minha mente foi aberto, mas nenhuma foi completa para expressar o que realmente quero transmitir.



Risoflora

(Chico Science)

Eu sou um carangueijo e estou de andada
Só por sua causa, só por você, só por você
E quando estou contigo eu quero gostar
E quando estou um pouco mais junto eu quero te amar
E ai de deitar de lado como a flor que eu tinha na mão
E esqueci na calçada só por esquecer
Apenas porque você não sabe voltar pra mim
Oh Risoflora !
Vou ficar de andada até te achar
Prometo meu amor vou me regenerar
Oh Risoflora !
Não vou dar mais bobeira dentro de um caritó
Oh Risoflora, não me deixe só
Eu sou um carangueijo e quer gostar
Enquanto estou um pouco mais junto eu quero te amar
E acho que você não sabe o que é isso não
E se sabe pelo menos você pode fingir
E em vez de cair em tuas mãos preferia os teus braços
E em meus braços te levarei como uma flor
Pra minha maloca na beira do rio, meu amor !
Oh Risoflora !
Vou ficar de andada até te achar
Prometo meu amor vou me regenerar
Oh Risoflora !
Não vou dar mais bobeira dentro de um caritó
Oh Risoflora, não me deixe só
.


quinta-feira, 22 de julho de 2010


"O vírus do amor ao livro é incurável, e eu procuro inocular esse vírus no maior número possível de pessoas."
JOSÉ MINDLIN - Bibliófilo e escritor brasileiro

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mulheres frágeis?

Não sou leitora assídua de nenhum escritor em particular, mas confesso que alguns se destacam mais em minha estante.
Os escritores (as), poetas, compositores, todos tem sua maneira de expressar o que sente ou pensa. Não importa se é homem, mulher, jovem, velho ou criança. Todos tem o direto de expressar o que sente e como sente.
Não escrevo tão bem, não tenho sempre a coerência necessaria para redigir um belo texto, e nem tenho um vasto vocabulário . Mas olha eu aqui, escrevendo; ou tentando escrever. E sempre que sento para escrever percebo uma pequena melhora em tudo, incluindo meu modo pensar. E para as pessoas que acham as mulheres seres frágeis, que escrevem apenas belos e melosos poemas ou romances, se enganam. Mulheres são frágeis sim. Mas quando querem e com o que querem ser. Elas também sentem aquele ardor pelas palavras que algumas pessoas julgam inadequadas para a classe feminina. Mas como meu blog não tem nenhum tipo de pudor ,irei postar alguns trechos de livros e pensamentos de duas mulheres que me encantam com alguns livros, Clarisse Lispector e Lya Luft.




Escrever, Humildade, Técnica

Essa incapacidade de atingir, de entender, é que faz com que eu, por instinto de... de quê? procure um modo de falar que me leve mais depressa ao entendimento. Esse modo, esse "estilo" (!), já foi chamado de várias coisas, mas não do que realmente e apenas é: uma procura humilde. Nunca tive um só problema de expressão, meu problema é muito mais grave: é o de concepção. Quando falo em "humildade" refiro-me à humildade no sentido cristão (como ideal a poder ser alcançado ou não); refiro-me à humildade que vem da plena consciência de se ser realmente incapaz. E refiro-me à humildade como técnica. Virgem Maria, até eu mesma me assustei com minha falta de pudor; mas é que não é. Humildade com técnica é o seguinte: só se aproximando com humildade da coisa é que ela não escapa totalmente. Descobri este tipo de humildade, o que não deixa de ser uma forma engraçada de orgulho. Orgulho não é pecado, pelo menos não grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, com todo o atraso que erro dá à vida, faz perder muito tempo.

Clarice Lispector


Texto extraído do livro "A Descoberta do Mundo", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1999.



"Sou dos escritores que não sabem dizer coisas inteligentes sobre seus personagens, suas técnicas ou seus recursos. Naturalmente, tudo que faço hoje é fruto de minha experiência de ontem: na vida, na maneira de me vestir e me portar, no meu trabalho e na minha arte/ Não escrevo muito sobre a morte: na verdade ela é que escreve sobre nós - desde que nascemos vai elaborando o roteiro de nossa vida/ O medo de perder o que se ama faz com que avaliemos melhor muitas coisas. Assim como a doença nos leva a apreciar o que antes achávamos banal e desimportante, diante de uma dor pessoal compreendemos o valor de afetos e interesses que até então pareciam apenas naturais: nós os merecíamos, só isso. Eram parte de nós./ O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância./ Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes./ A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura./ Às vezes é preciso recolher-se".


"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."

Lya Luft